Segundo Cristina Bitencourt, uma das grandes falhas do sistema, é não prender o agressor, pois não foi flagranteado.
Um grupo de mulheres e homens realizou na manhã desta quinta-feira (9), em Feira de Santana, uma caminhada e manifestação, pedindo mais rigor com a Leia Maria da Penha, lei federal brasileira, cujo objetivo é coibir atos de violência doméstica contra a mulher.
O grupo se reuniu na Praça de Alimentação, localizada na Avenida Getúlio Vargas, e seguiu em direção ao Fórum Filinto Bastos.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a advogada e também pastora, Cristina Bitencourt, contou que este ato, tem como objetivo reivindicar o direito da liberdade para as mulheres.

Nós estamos aqui hoje, pois estamos reivindicando o direito das mulheres, a liberdade de irem e virem. Nós da Frente Parlamentar Feminina, queremos fazer uma rede de proteção e ajudar essas mulheres feirenses. Os índices na Bahia têm sido estarrecedores, foram 800 casos até ontem, isso se já não aumentou. A cada minuto aqui no Brasil, as mulheres são agredidas, seja psicologicamente, seja fisicamente, então nós estamos aqui com um manifesto, pedindo e reivindicando o direito das mulheres, pedindo que a Lei Maria da Penha seja mais eficaz, pedir o endurecimento”, apontou.
Segundo Cristina Bitencourt, uma das grandes falhas do sistema, é não prender o agressor, quando ele não é flagranteado.

Às vezes o agressor foge do flagrante, então se não tem flagrante, ele está isento de pegar uma prisão preventiva, infelizmente é uma brecha que a lei nos dá, e que não vamos mais permitir. A segunda situação, é que quando este agressor é preso, ele cumpre 1/3 da prisão, começa a regressão da pena, por isso vamos pedir as autoridades competentes, aqueles que legislam o nosso país, pois não aceitamos mais isso, vamos endurecer esta lei, precisamos que seja mudada, endurecida, para que não tenha impunidade”, concluiu.
Fonte: Acorda Cidade